quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sem Remédio...

Sem Remedio






Aqueles que me


tem muito amor


Não sabem o que


sinto e o que sou


.Não sabem que


passou, um dia,


a Dor


À minha porta e,


nesse dia, entrou.


E é desde então


que eu sinto este


pavor,


Este frio que


anda em mim,


e que gelou


O que de bom me


deu Nosso Senhor!


Se eu nem sei


por onde ando e


onde vou!


Sinto os passos da


Dor, essa cadência


Que é já tortura


infinda, que é


demência!


Que é já vontade


doida de gritar!


E é sempre a


mesma mágoa,


o mesmo tédio,


A mesma angústia


funda, sem remédio,


Andando atrás


de mim, sem me


largar!

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